segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Não era amor, era melhor!


"…Se não era amor, era da mesma família. Pois sobrou o que sobra dos corações abandonados. A carência. A saudade. A mágoa. Um quase desespero, uma espécie de avião em queda que a gente sabe que vai se estabilizar, só não se sabe se vai ser antes ou depois de se chocar contra o solo.
Eu não amei aquele cara. Eu tenho certeza que não. Eu amei a mim mesma naquela verdade inventada.
Não era amor,era uma sorte. 
Não era amor, era uma travessura.
Não era amor, eram dois travesseiros.
Não era amor, eram dois celulares desligados. 
Não era amor, era de tarde. Não era amor, era inverno.
Não era amor, era sem medo.
Não era amor, era melhor!"
(Martha Medeiros)

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

O amor não morre de morte natural

O amor nunca morre de morte natural. Ele morre porque nós não sabemos como renovar a sua fonte. Morre de cegueira e dos erros e das traições . Morre de doença e das feridas; morre de exaustão, das devastações, da falta de brilho.
(Anais Nin)

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

O que há por trás do Livre-arbítrio ?



"E se eu mudasse meu destino num passe de mágica? (...) Estranho, mas é sempre como se houvesse por trás do livre-arbítrio um roteiro fixo, pré-determinado, que não pode ser violado."

(Caio Fernando Abreu)

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Ausência

Tua ausência é uma tortura
Fere, machuca e maltrata
Destrói sonhos e leva à loucura
Acaba com a esperança e quase mata

Deixa um vazio imenso
É a felicidade que me abandona
E esse sofrimento intenso
Ao invés de libertar, aprisiona

Sentir tua falta é um martírio
Quero gritar mas não consigo
E em meio ao meu silêncio e delírio
Ouço apenas o eco do meu próprio grito
(Jacque)

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Viver intensamente?



Se embriagar de todos os segundos,
de todas as pessoas,
de todas as histórias
Se apegar,
Desapegar...
Não se permitir ao fixo,
nem se abandonar ao fluxo...
Partir,
Mas querer ficar...
(Maristela Campos) 

Não gosto de introdução


Não Gosto de introdução.
Se pudesse mudar algo, iria extinguir a introdução e minhas histórias começariam do meio.
No início tudo é muito frágil, tudo é desconhecido, e como não houvera tempo suficiente para se encantar com o personagem, basta apenas uma vírgula no lugar errado e pronto, fecha-se o livro.
O curioso é que sempre sabemos que somente decorridos alguns capítulos é que  história se torna interessante, envolvente, mas nem sempre estamos dispostos a aguardar, então simplesmente decidimos encerrar a leitura.
E assim, vão se acumulando ao longo das nossas vidas, vários livros não terminados e que talvez algum deles pudesse ter sido o que nos marcaria.
Mas, enfim, eles foram largados e ficaram esquecidos, abandonados em algum cantinho.
Decididamente não gosto de introdução.
                                                                                                                                                    (Jacque)